sábado, 20 de novembro de 2010

Carta que nunca te escreverei

Querido Ilusionista
Quero largar este ciclo vicioso que me rouba asas porque voltei a sentir, sabias?
Não posso dizer porquê nem quando mas há algo nele que sinto falta em ti. Magia. 
Só gostava de lhe conseguir dizer que já larguei-te de uma vez, porque caminho no sentido certo mas deixei a bagagem para trás. Tu!
Quero quebrar este ciclo vicioso, mas ele não termina.
Ele inunda-me de medos. Não consigo dizer-te, não consigo dizer-lhe! Porquê?
Procuro em ti o que procuro em mim e percebo porque não me dás o que eu quero, porque eu própria não te dou. Desculpa! Falta a magia.
Só queria que me observasses porque tu não observas, vês.
Quero poder dizer-te que lamento que isto esteja a acabar, porque de facto não lamento.
Mistério este que reside na batida descompassada que eu sinto, inunda-me, corre-me. Eu senti! Eu consegui sentir! Mas toda a sua magia tem a ilusão, não tenciono viver outra… e a batida abranda e o órgão vital volta a trabalhar: o cérebro. Deixei de sentir.
Ele acordar-me-á, eu sei! Por favor não me voltes tu a adormecer.

E o ciclo vicioso termina para dar entrada a um ciclo por começar. Desculpa, não consigo dizer-te porque fechei a casa.
Não consigo encarar-te e sei o que pensas.
Consigo compreender mas não consigo deixar de sentir.
Procuro magia! Não ilusionistas ou malabaristas.
Procuro o facto! Não quem as pratica.
A ilusão acabou.
Bem-vindo ao meu mundo !

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